domingo, 25 de março de 2012

Cedo, muito cedo…

O Lourenço começou a dizer asneiras…Ai, ai…
Pois é, estas ele aprende que é um instante. E a verdade é que não dizemos esse tipo de palavras em casa.
Depois de uma pesquisa pela internet, para saber como agir nestas situações aqui fica o artigo que encontrei aqui.

“A partir dos três aninhos, regista-se um aumento substancial na linguagem das crianças. Mas, mais do que um aumento do número de palavras, a criança começa agora a utilizá-las com uma segunda intenção, já que se apercebe que ao dizê-las, gera uma determinada reacção na pessoa que a está a ouvir. Como a maior parte dos especialistas refere, as crianças têm como modelo os seus pais e embora possam parecer bastante distraídas com um brinquedo ou os desenhos animados na televisão, escutam tudo o que dizemos. Como é evidente, não decoram todas as palavras que pronunciamos, nem estão atentas a todas as conversas que temos. O que apreendem são as expressões a que damos mais ênfase, as expressões de aborrecimento, as palavras que carregam um peso maior e à forma como as dizemos. Outro pormenor a que as crianças dão muita atenção é aos gestos e expressões faciais que utilizamos.
Na maior parte das vezes a utilização de palavras impróprias na linguagem do seu filho deve-se a factores secundários. Ele não tem a intenção de a "magoar" ou insultar os seus amiguinhos. Quando o seu filho diz uma asneira, fá-lo para demonstrar a sua independência, porque simplesmente acha a palavra divertida, ou porque se encontra aborrecido. Pode também fazê-lo porque quer imitar os seus pais e ser o centro das atenções, mesmo que o faça de uma forma incorrecta. Mas, o que é realmente essencial é a forma como você reage perante a asneira que o seu filho diz. Deve ter em conta que, consoante essa reacção, o seu filho poderá ou não repetir a palavra.
Embora a maior parte das vezes, estas situações a deixem com os "cabelos em pé", deve adoptar posturas mais educativas, praticando com a criança alguns jogos de palavras, nos quais ela deverá substituir as palavras "ofensivas" por outras e, acima de tudo, deverá felicitá-la por não ter usado as "ditas" palavras. Lembre-se que as crianças necessitam de estímulos positivos em todas as situações.
Já lá vai o tempo em que, caso a criança dissesse uma asneira, a reacção imediata era dar-lhe uma bofetada. Os pais de hoje já compreendem que às vezes uma asneira não tem para as crianças o mesmo significado que tem para os adultos. Como dizíamos acima, a maior parte das vezes a intenção não é insultar, mas sim chamar à atenção, e as crianças sabem ser muito egocêntricas.
Então, deve mudar a forma como reage:
- Ignore o palavrão, de forma que esta palavra desapareça do seu vocabulário. Se os pais não "acusam o toque", a criança percebe que não é esta a melhor forma de chamar à atenção.
- Ofereça alternativas demonstrando o seu desagrado com a situação, explicando-lhe que há outras maneiras de se expressar. Neste caso, deve tentar manter a calma e não se exaltar. De contrário, estará a fazer exactamente o que ele deseja.
- Não se mostre indignada com o palavrão, pois só estará a marcar ainda mais a importância que aquela palavra teve para si.
- Evite rir, já que para as crianças, os palavrões são uma forma divertida de falar, ele pensará que teve graça, e repetirá a asneira.
- Diga-lhe sem rodeios que a palavra que utilizou não é correcta e que as outras pessoas não gostaram de ouvi-la.
- Não comente com outras pessoas os palavrões que o seu filho disse, especialmente se ele estiver a ouvir. Ao dar importância ao facto, já que o comenta com outra pessoa, estará a dar-lhe a entender que o que disse, afinal, tem relevância para si."

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