terça-feira, 11 de dezembro de 2012

París - PARTE IV


O dia de Domingo ficou reservado para a visita ao Museu du Louvre.
Como era o 1.º Domingo do mês era gratuito, por isso tivemos de acordar cedo e conseguimos chegar faltavam 20 minutos para as 9 horas e ficámos bem na frente da fila. Uma sorte valente, foi o que foi… (Saímos na estação de metrô Palais Royal Musée du Louvre que nos leva direitinhos à Pirâmide invertida).


Ás 9 horas e poucos minutinhos começamos a nossa visita a este fantástico e grandioso museu.


Na entrada tem de se passar pelo detentor de metais e logo depois existe um balcão com folhetos em todas as línguas que inclui o mapa do Museu. Por incrível que pareça tinha em Português!
Pegamos um e lá fomos nós…
Museu du Louvre, Instalado no Palácio do Louvre, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées.
As origens do Louvre remontam ao ano de 1190, quando foi construída uma massiva fortaleza junto às margens do rio Sena. O castelo do rei Felipe Augusto possuía um ar obviamente bélico, com muralhas e torres. No século 14, o rei Carlos V imprimiu um ar menos espartano ao complexo, agora transformado em residência real. Os ares palacianos surgiriam pela vontade dos soberanos renascentistas Francisco I, que demoliu o antigo castelo e trouxe Leonardo da Vinci para a França, com a Mona Lisa a tiracolo, e Henrique IV, que aqui abrigou artistas que ai montaram ateliês. Com a mudança da corte para Versalhes, o Louvre ficou em estado lastimável, sendo transformado em museu em 1793, durante a Revolução Francesa. Com a expansão colonialista francesa durante o século 19, uma série de antiguidades do Oriente Médio e Egipto foram "importadas" pelos franceses.
No percurso que fizemos não tivemos uma ordem, fomos indo até encontrar as obras mais populares e visitadas do Museu, pois não queríamos passar mais que uma manhã lá dentro.
As principais obras que vimos foram:


- Victoria de Samothrace - é uma escultura da deusa grega Victoria em pedra calcaria, cujos pedaços foram descobertos nas ruínas do santuário dos grandes deuses, na Ilha de Samothrace, na Grécia. A escultura pertence ao período clássico, aproximadamente 200 anos a.C.;



 

- Monalisa (La Gioconda) - a mais famosa obra do pintor italiano Leonardo da Vinci, uma pintura a óleo sobre madeira. Um pequeno quadro (77x53 cm) muito bem protegido, que só é possível ver a uma distância de aproximadamente cinco metros, delimitada por um corrimão em madeira;


 - Bodas de Caná;


- Venus de Milo - uma famosa estátua grega feita em mármore com cerca de dois metros de altura e que se pensa ser obra de Alexandros de Antioquia. Foi encontrada na Ilha de Milos, no Mar Egeu. Representa a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física;


- “Psiquê revivida pelo beijo de Eros” de Antonio Canova – (para mim uma das esculturas mais bonitas do Museu) - Segundo a lenda Psiquê era tão bela que despertou a fúria da deusa Afrodite que enviou seu filho Eros para lhe acertar com uma flecha e fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio. Porém, Eros acabou apaixonado por ela;

  
- Parte egípcia (Tudo fantástico – adorei a Múmia verdadeira);

-  Fossos Medievais;
- etc, etc…

Não deixem de ir espreitando pelas janelas e vejam para além das filas gigantes de gente a querer entrar no Museu, a beleza do edifício e das suas pirâmides.






Passeiem pelos corredores recheados de quadros e esculturas lindíssimas, olham para os tectos que também são fantásticos. Tudo foi pensado ao pormenor dentro do Museu.


As colecções são todas extraordinárias e apetece ver tudo ao pormenor, mas como o cansaço depois de algumas horas começa a pesar decidimos partir para outras paragens e inclusive almoçar. Já passava das 13 horas quando saímos do Museu, com a sensação que muito ficou por ver, mas depois de almoçar e renovar forças fomos até à Place de la Concorde que com mais de 8 há, é limitada pelos Jardins dês Tuileries de um lado e marca o início dos Champs-Elysées do outro.

  
Em cada um dos extremos da praça existem duas fontes e oito estátuas que representam as cidades francesas. Esta praça foi cenário de muitas execuções durante a Revolução Francesa. Foi nesta praça que se instalou a guilhotina que acabou com a vida de Luís XVI e Maria Antonieta, entre centenas de outras execuções. No centro da praça está o Obelisco de Luxor, um presente vice-rei do Egipto em 1836, ladeado por duas fontes e oito estátuas.
Daqui seguimos pelos Jardins das Tuileries que compõem um parque parisiense situado na margem direita do rio Sena, entre a Place de la Concorde e o Carrousel du Louvre. Foi criado no Séc. XVI, no estilo italiano, por ordem de Catarina de Médicis, para decorar o entorno do Palácio de Tuileries, onde passava os seus tempos livres.


 Percorremos de mão dada todo o Jardim e finalizamos a nossa caminhada novamente junto ao Museu du Louvre.






Junto ao Museu du Louvre está localizado o Arco du Carousel  edificado em homenagem ao Grande Exército de Napoleão Bonaparte entre 1807 e 1809, celebrando assim a vitória dos exércitos franceses na Batalha de Austerlitz (uma das maiores vitórias de Napoleão Bonaparte, travada em 1805, contra o exército austro-russo).
Fomos ver de perto as pirâmides e o Louvre por fora, tirar dezenas de fotografias e descansar…
Seguimos a pé para conhecer um pouco das ruas e praças envolventes e fomos até à Place du Palais-Royal, de onde se pode ver a fachada do Palais Royal.


Seguindo a pé fomos dar perto da Ópera Garnier, que também só vimos a fachada. París tem duas grandes casas de ópera, esta que é dedicada ao ballet e a Opéra de la Bastille dedicada à música clássica.


Daqui apanhámos o metro para o Hotel, jantámos e terminámos o dia a passear novamente pela Avenida Champs-Elysées.


 Mais um dia fantástico e inesquecível…

(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)

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