quinta-feira, 25 de junho de 2015

Bruxelas | Primeiro dia

Bruxelas é a capital da Bélgica, mas também a capital da União Europeia. A cidade tem inúmeros pontos turísticos históricos de tirar o fôlego, como a famosa Grand Place, considerada por muitos a mais bonita da Europa, é simplesmente encantadora. Sem falar na arte de rua, que dá um charme único à cidade. A não perder o chocolate e a cerveja únicos no mundo.
O primeiro dia começou muito cedo, saímos de casa às 5H:30m, para estarmos no Aeroporto do Porto às 7H:30m.
O avião saiu do Porto às 10H:00m e chegou ao aeroporto de Bruxelas às 13H:25m.



Chegados ao aeroporto seguimos em direcção à plataforma -1 para apanhar o comboio para seguir até ao Centro de Bruxelas.
Nós saímos na estação Gare Centrale e o bilhete custou certa de 8 euros, um roubo se considerarmos que o trajecto é feito em apenas 15 minutos.
Fomos deixar as malas no Hotel e seguimos à descoberta da cidade, não sem antes começarmos logo por experimentar uma das iguarias que a cidade tem para oferecer.


Não podiamos ter começado melhor, com uma visita à Catedral Saint Michel et Gudule, uma das mais bonitas catedrais da Europa, localizada no alto do monte Treurenberg, é a primeira igreja do país, datada do século 15. A Catedral de Bruxelas foi erguida no século IX em homenagem a São Miguel. O interior em arquitetura gótica impressiona pelo comprimento e altura do salão, vitrais gigantes e esculturas. Destaques para os 49 sinos do campanário e o órgão gigante, com incríveis 4.300 tubos.
No subsolo, há uma cripta com as fundações da capela do século 11, que também pode ser visitada.
Depois de numerosas restaurações, a catedral ficou impressionante com as suas duas torres de dimensões gigantescas, de estilo gótico e renascentista. Além de celebrações religiosas, também recebe actuações musicais, encontros e espectáculos artísticos. Assim a igreja vincula-se de maneira activa à vida social da cidade. Muito pobre no interior, em função do saque protestante de 1579 e de roubos ocorridos durante a Revolução Francesa.



Seguindo a pé fomos até ao Túmulo do soldado desconhecido. É o nome que recebem os monumentos erigidos pelas países para honrar os soldados que morreram em tempo de guerra, sem que os seus corpos tenham sido identificados.


Percorrendo mais algumas ruas a pé chegámos ao Museu das Histórias aos quadradinhos (Belgian Centre for Comic Strip Art), instalado numa antiga loja de departamentos, a Magasins Waucquez, construído em 1906 no distrito de negócios de Bruxelas, exibe exemplos de histórias em quadradinhos em francês, holandês e Inglês. O museu foi inaugurado em 1989.  A gama completa de arte em quadradinhos é vasta, incluindo ficção científica, oeste selvagem, crimeand política, bem como os quadradinhos infantis, como Os Smurfs. Tem várias exposições sobre a mais famosa série de quadradinhos da Bélgica The Adventures of Tintin e do seu criador Hergé. Há uma loja, biblioteca de pesquisa, e um restaurante no piso térreo do edifício histórico, que foi projetado pela arte belga nouveauarchitect Victor Horta.
Nós apenas visitámos a entrada e a loja, mas só isso já vale a pena.





Saídos do museu e continuando a pé, porque por lá tudo fica perto, fomos até à Rue Neuve, uma rua pedonal no centro da cidade de Bruxelas. É a segunda área de compras mais popular na Bélgica pelo número de compradores. Tem lojas como a H&M, Stadivarius, zara, primark, etc. Uma zona cheia de gente, cheia de pessoas de várias raças e nacionalidades, cheia de vida e que vale a pena passar por lá nem que seja uma única vez. Nesta zona existe ainda um centro comercial, chamado de City 2.


Como o dia já ia longo, nada melhor que experimentar a cerveja belga, então fomos percorrendo ruas e ruelas até à cervejaria delirium, conhecida pelos imensos tipos de cerveja, com record no Guiness Book.
Mesmo em frente à cervejaria está a Jeanneke Pis que é uma estátua que representa uma menina a urinar, constitui a versão feminina do Manneken Pis.





No percurso de regresso ao Hotel passamos ainda pelo Teatro Real da Casa da Moeda (De Munt/La Monnaie) que atualmente, é a Ópera Nacional da Bélgica, uma instituição federal, faz do teatro a sua residência. Assim, "de Munt/la Monnaie" se refere a ambos: tanto ao teatro como a companhia de ópera. Como é a principal casa de ópera da Bélgica, é uma das poucas instituições culturas que recebe suporte financeiro do governo federal da Bélgica.


Como em Bruxelas tudo fica perto passamos ainda pela Bolsa de Bruxelas que foi fundada em 1801 por Napoleão, quando a Bélgica ainda era uma colónia francesa. O atual edifício-sede foi inaugurado em 1873. Exemplo de grande arquitetura de estilo neoclássica napoleônica, várias esculturas decoram o exterior do prédio, representando o comércio, indústria, arte, ciência, metalurgia e outras áreas. Um até então desconhecido Auguste Rodin foi responsável por parte do trabalho. Em 2000, as bolsas e Bruxelas, Paris, Lisboa e Amsterdam se uniram e formaram a Euronext, quinta maior bolsa de valores do mundo.


Parámos para jantar num dos muitos restaurantes que existem espalhados por toda a cidade, com menus turísticos que rondam os 18 euros, com entrada, prato e sobremesa. Alguns ainda oferecem uma bebida.
Para terminar o dia em beleza fomos ver a Grand Place/Grote Markt, considerada por alguns como a praça mais bonita da Europa. A Unesco já proibir qualquer tipo de mudança nas fachadas dos prédios. O que um dia foi uma feira de uma cidade comum transformou-se numa linda praça com vários prédios representativos. A praça é linda de dia e de noite.
Aqui encontra-se a Maison du Roi (a residência do Rei), a Câmara Municipal, e as Guildhalls (casa das corporações).
No mês de Agosto de cada ano par é criado um tapete decorativo com mais de 500 mil begónias. A praça é o centro geográfico, histórico e comercial da cidade. Ela é cercada por lindas construções. O Hôtel de Ville (prefeitura) foi construído na primeira metade do século 15 e em torno dele vários comerciantes foram se estabelecendo em prédios de estilos variados. Em 1695, porém, dois dias de bombardeio dos canhões franceses foram suficientes para destruir tudo, só ficou a prefeitura e duas fachadas. As guildas apressaram-se a reconstruir suas sedes, o que resultou no esplêndido conjunto barroco que se vê atualmente.
O edifício mais alto no centro: o hôtel de ville (câmara municipal), concluído em 1459, com a sua fachada gótica, ocupa toda a zona sudoeste da praça e é esplendoroso com as suas inúmeras colunas decoradas, torreões, arcadas e muitas estátuas, como a de S. Miguel (padroeiro da cidade) colocada no cimo da sua maior torre.
Não tão elevada como a câmara municipal, os outros edifícios também são sublimes, tal como a Maison du Roi, uma antiga residência de monarcas mas que hoje é o museu da cidade onde estão expostos uma grande variedade de quadros do século XVI e tapeçarias ou então Le Pigeon, outrora a residência do escritor Victor Hugo, em 1852. 
No alto do enorme pináculo do prédio da prefeitura (Hôtel de Ville), que é um marco da cidade, está São Miguel Arcanjo – padroeiro de Bruxelas. A construção é um ponto de referência quando se caminha pelas ruas da cidade baixa.










(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)

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