quinta-feira, 2 de julho de 2015

Bruxelas | Segundo Dia

O segundo dia foi escolhido para ir visitar a zona do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.
Escolhemos uma quinta-feira, porque as visitas ao Parlamento Europeu não acontecem todos os dias, e só têm duas visitas diárias uma às 10:00 e outra às 15:00.
Decidimos fazer os cerca de dois quilómetros a pé e passamos pelo Jardim Mont des Arts. No final do século 19, o rei Leopoldo II teve a ideia de converter a colina e comprou todo o bairro. Após a demolição dos edifícios antigos, o local transformou-se num vazio urbano. Para dar à área, situada entre o Palácio Real e da Grand Place, uma visão melhor durante a Exposição Universal realizada em 1910, o rei ordenou que o arquitecto paisagista Pierre Vacherot projetar um jardim "temporário". Ele apresentava um parque e uma escadaria monumental com fontes em cascata que desce a encosta suave da Place Royale até Boulevard de l'Empereur / Keizerslaan.
Embora o jardim tenha sido concebido como temporário, tornou-se uma área verde bem apreciado no coração da capital. Mas quando os planos para as Mont des Arts voltaram no ano de 1930, o parque teve que de ser demolido para criar uma nova praça. Entre 1956 e 1958, o parque e os seus arredores deram lugar a enormes estruturas geométricas, como a Biblioteca Real da Bélgica e do Palácio do Congresso. O novo jardim geométrico da praça foi projetada pelo arquiteto paisagista René Péchère.
Os Mont des Arts oferece uma das melhores vistas de Bruxelas. Do ponto de vista elevado, a famosa torre da câmara municipal de Bruxelas na Grand Place é claramente visível. E num dia de sol, a Basílica Koekelberg e até mesmo o Atomium podem ser vistos.






Passámos depois pela Place Royale cercada de museus e uma linda igreja, que é o seu ponto central, a Saint Jacques-sur-Coudenberg, de estilo neoclássico. A praça foi construída em 1773, depois de um incêndio que destruiu a maioria dos prédios que se encontravam no lugar.
Se tiver tempo, aproveite para visitar os museus que lá se encontram, como o Museu Real das Belas Artes.
A enorme estátua que se encontra no meio da praça é de Godefroi de Bouillion, que comandou a primeira Cruzada, e se tornou o primeiro cristão a reinar em Jerusalém, depois da tomada da cidade dos muçulmanos.


Seguimos em direcção ao Palácio Real de Bruxelas que tem uma fachada imensa e imponente, no estilo francês.
O palácio não funciona atualmente como a residência oficial da família real belga, e, hoje em dia, apenas abriga escritórios relacionados com as operações do governo . O palácio é usado também para hospedar chefes de estado durante visitas oficiais à Bélgica.


O Parque de Bruxelas (Brussels Park), tem várias estátuas e fontes e é perfeito para um passeio tranquilo. Ao passar por lá, você verá como os residentes da cidade utilizam o espaço para praticar desporto e descansar.
É o maior parque público urbano no centro de Bruxelas e tem uma cerca de 13 ha.
O parque foi criado entre 1776 e 1783 nos antigos jardins do antigo palácio Coudenberg.



Percorrendo mais uns quarteirões, chegámos ao Parlamentarium
(O Centro de Visitantes do Parlamento Europeu). A visita é gratuita e é fornecido um áudio Guia para melhor conhecermos mais sobre a instituição que nos representa.
Os visitantes são conduzidos, num ambiente multimédia dinâmico e interactivo, através uma viagem pela história da integração europeia e do impacto que ela tem no nosso quotidiano. O centro oferece informação nas 24 línguas oficiais da União Europeia. Através de um invulgar ecrã digital de 360°, os visitantes submergem no centro da acção do Parlamento Europeu e vêem as pessoas que o constituem; os eurodeputados. Nas bancadas, um ecrã táctil permite conhecer melhor os nossos representantes democraticamente eleitos. Embarque numa viagem virtual pela Europa e descubra o contributo da União Europeia em cada um dos países. Pode ainda ouvir relatos de concidadãos europeus sobre o significado que a UE tem para eles.
O túnel de vozes imerge-nos no património multilingue da Europa e os dispositivos tácteis 3D permitem explorar o Parlamento Europeu nos seus três locais de trabalho - Bruxelas, Estrasburgo e Luxemburgo.


Depois foi a altura de visitar o Museu de Ciências Naturais (Royal Belgian Institute of Natural Sciences). A não perder, pois tem a maior sala do mundo com esqueletos de dinossauros.
Para além da sala dos dinossauros tem ainda diversas outras exposições, relacionadas com vários temas como o ser humano, minerais e um mamute e muito mais.





Depois de visitar este museu fantástico, fomos visitar o Parlamento Europeu.
Vimos o sala do hemiciclo e com o audio guia, ficamos a perceber algumas coisas sobre o que se passa nesta sala durante as reuniões que são aí feitas.
A visita dura cerca de 30 a 45 minutos.





Seguimos a pé para ver o Edifício da Comissão Europeia, mas sem sorte, porque nesse dia havia um reunião do euro-grupo e eles não são de brincadeiras e fecham todos os acessos ao edifício, inclusive a estação do metro. Perguntámos a um polícia se podíamos ir ver só o edifício e ele disse: “No Card, no Pass”. Eles fecham as ruas com blocos de cimento e barreiras com arame farpado e é polícia por tudo o que é canto.
A zona estava todo em alerta máximo, eram só Mercedes a passar a alta velocidade, com 4 motos a abrir caminho. Enfim, um circo.
Como não conseguimos ver o edifício da Comissão Europeia, seguimos em direcção ao Parc du Cinquantenaire (Jubelpark). Este parque é enorme, e a sua atração principal, o Arco do Triunfo ou Arcadas do Cinquentenário, é um portal no estilo do Portão de Brandemburgo de Berlim. Construído em 1880, para comemorar a independência da Bélgica, alberga várias outras atrações, como o Museu Real das Forças Armadas e da História Militar e o do AutoWorld. Por cima do arco central pode-se ver uma estátua equestre construída pelos arquitectos Thomas Vinçotte e Jules Lagae.


A pé regressámos à zona do nosso hotel e fomos descansar um bocadinho.
Depois já restabelecidos dos quilómetros percorridos, fomos ver a  Galeria Royal Saint-Hubent, a primeira galeria comercial da Europa, que foi construída numa atitude pioneira de alguns arquitetos que construíram uma arcada de ferro e vidro entre o Marche aux Herbes e a rua de l`Ecuyer. A Galeria consiste em duas seções, cada uma com mais de 100 metros de cumprimento e respectivamente chamadas de Galeria do Rei e Galeria da Rainha, além de uma seção menor, ao lado, conhecida por Galeria dos Príncipes.
Não se pode passar por estas elegantes galerias sem dar uma olhada nas butiques de roupas, nos antiquários e nas charmosas livrarias Tropismes e Librarie des Galeries. As Galeries Saint-Hubert abrigam o Theatre Royal des Galeries, onde foi encenada em 1941 a primeira peça de teatro baseada nos quadrinhos de Tintim.





Mais uma vez passámos pela Grand Place/Grote Markt, é realmente fantástica e de cada vez que se observa ressalta um detalhe. Vista em horas diferentes parece renovar-se e ressaltam à vista novos detalhes.




Saímos da praça em direcção ao Manneken Pis e passámos pela estátua do Herói Everard´t Serclaes, um monumento “art nouveau”, com uma enigmática escultura em bronze, que segundo uma lenda popular, diz que:
1.Tocar o braço para voltar à Bruxelas;
2.Acariciar a cabeça do cachorro e a cara do anjo para atrair dinheiro;
3.Acariciar o herói da cabeça aos pés para conseguir casar.
Eu acariciei a cabeça do cão.


Chagámos à estátua do Manneken Pis, com apenas 61 cm, um dos símbolos da cidade.
É uma pequena fonte na esquina que tem uma pequena estátua que é enfeitado com roupas temáticas de festividades típicas ou de outros povos e países. O menininho mijão possui um guarda-roupa com mais de 100 peças já utilizadas, que estão expostas no Museu da Cidade. Ninguém sabe ao certo de onde surgiu esta ideia para o monumento, o que só faz criar rumores e aumentar o encanto do mesmo. Uma das versões conta que no final do século XII, o filho de um duque foi visto urinando em uma árvore no meio de uma batalha, e que assim teria surgido a estátua, como símbolo da coragem militar do país.
A primeira estátua do Manneken Pis data de 1619, mas foi roubada e mutilada em 1817. A estátua atual é uma réplica instalada no final da década de 1820. Os Chefes de Estado, dignatários e personalidades que visitam a cidade, tradicionalmente, presenteiam o  pequeno menino com um traje característico.





(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)

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