segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bruxelas | Terceiro dia

O terceiro dia começou por apanhar o metro em direção ao DISTRITO DE LAEKE.
Mal saímos do metro fomos à procura da entrada para o parque mini-europa.
Compramos o bilhete combinado para visitar a mini-europa e atomiun.
A mini-europa é um dos principais parques de miniaturas do mundo. Construído numa área de mais de 24 mil m², que tem atualmente mais de 300 atrações de 80 cidades europeias. Todos os modelos foram construídos em escala 1:25.
Para quem já viu algumas das atracções pessoalmente, é impressionante observar a riqueza de detalhes de cada construção. O processo de criação de cada miniatura é demorado e complexo - por exemplo, a bela Catedral de Santiago de Compostela levou mais de 24 mil horas para ser construída.
Cada atração tem uma placa com um breve resumo sobre a sua história e onde está localizada. Alguns monumentos são interativos - ao apertar um botão, é possível mover as gôndolas de Veneza, reproduzir parte da queda do Muro de Berlim, fazer o chão tremer com uma erupção do Vesúvio, ver uma tourada na Plaza de Toros de Sevilla.









Depois de percorrer todas as atrações do parque fomos até ao imponente Atomium, que nos permite ter uma visão panorâmica de Bruxelas. O Atomium é um conjunto de nove esferas metálicas construídas para a Expo Bruxelas de 1958.
Localizado no Heysel Park, na periferia noroeste da cidade, tem 103 metros de altura, simboliza uma molécula de ferro ampliada 165 bilhões de vezes, representando a importância da Bélgica na produção do aço e fazendo uma alusão às nove províncias belgas da época.
Planeado inicialmente para durar apenas seis meses, sobreviveu tornando-se um ícone nacional e local de visita obrigatória para os turistas.
Mas a melhor parte é visitar a molécula por dentro, passear pelas esferas com cerca de 18 metros de diâmetro e percorrer o interior do complexo através de tubos que ligam as esferas. Além de uma exposição permanente, que relembra a Expo 58, o Atomium também abriga exibições temporárias ao longo do ano. No topo, com altura equivalente a um prédio de 30 andares, um restaurante permite uma bela vista panorâmica da cidade.
A visita incluiu a subida à esfera mais elevada, num elevador que, à data da sua construção, era o mais rápido da Europa, subindo cinco metros por segundo. Inclui ainda o passeio por outras cinco esferas. 







O distrito de Laeken, localizado na região noroeste de Bruxelas, é famoso por ser a residência oficial da família real belga, embora o governo seja administrado do Royal Palace, o Castelo Real de Laeken é a casa do Rei Albert II, assim como da sua família.
Pode ser visto ainda o Monumento Rei Leopoldo I, as Estufas Reais de Laeken (Royal Greenhouses of Laeken / Serres Royales), a Torre Japonesa (Tour Japonaise), o Pavilhão Chinês (Le Pavillon Chinois) e a Igreja Notre Dame de Laeken (Church of Our Lady).
Nós apenas avistamos estas atrações do topo do Atomium.
Depois de descer do atomium fomos almoçar na zona da restauração perto da entrada do parque mini-europa.
Depois de almoçarmos, apanhámos o metro para seguirmos até à Basílica do Sagrado Coração (Basilique de Koekelberg) que é a mais imponente e importante igreja da Bélgica e considerada a quinta maior igreja do mundo, com 89 metros de altura, 167 metros de comprimento e cúpula com 33 metros de diâmetro.






Construída para comemorar o 75º aniversário da independência da Bélgica, recebeu a pedra fundamental em 1905, porém após inúmeras interrupções, mudanças de projectos e escassez de recursos financeiros (a construção dependia inteiramente de doações feitas pelos fiéis, e essas doações nem sempre eram suficientes), só foi inaugurada em 1971.
A decoração do interior é em estilo Art-Deco, com uso intenso de mármore. Além das cerimónias religiosas, abriga um teatro e dois museus.
A partir da plataforma existente na cúpula, a mais de 50 metros de altura pode ter-se uma vista panorâmica sobre a cidade.
Apenas percorremos o longo jardim em frente da basílica, pois esta estava fechada.
Depois apanhamos o metro novamente e saímos na estação porte de halles.
A pé passamos junto à única porta da antiga fortaleza que foi a cidade de Bruxelas, que se mantém ainda de pé. Após uma grande e delicada restauração hoje abriga um museu dedicado à cidade medieval de Bruxelas.


Percorrendo alguns metros a pé, chegámos junto ao Palácio da Justiça (Palais de Justice), edifício imponente, inaugurado em 1883, é conhecido por ser a maior construção do século 19. A sua imensa cúpula de 116 metros de altura pode ser avistada de toda a cidade. 


Um pouco mais à frente existe um miradouro de onde se pode observar o atomium e a basílica do sagrado coração.


Continuámos a pé, e visitámos ainda a Igreja de Notre Dame du Sablon de estilo gótico, construída entre os séculos 15 e 16. Bonita por fora e impressionante por dentro, com os seus vitrais coloridos, arcos góticos nas paredes e duas capelas em estilo barroco. Do outro lado da rua, a praça do final do século 19 é cercada por 48 colunas góticas com pequenas estátuas de bronze em cima, representando profissões antigas.



Até que chegámos à praça dos Museus, mas com já estávamos um pouco cansados não visitámos nenhum.



Passamos novamente no jardim mont des art, muito agradável e parámos numa das muitas esplanadas e bebemos uma cerveja e ouvimos músicos de rua que atuam diariamente um pouco por toda a cidade.




Depois de descansarmos um pouco no hotel, fomos mais uma vez passear pelas  Galeries Royales Saint-Hubert e acabámos na fantástica Grand Place.

 


(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)

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