sábado, 30 de abril de 2016

Drave, Aldeia Mágica

Distância: 16,5Km; grau de dificuldade: médio/alto; percurso linear (ida e regresso).
Drave é uma aldeia típica em que as casas são feitas de pedra, denominada pedra Lousinha, sendo a sua cobertura de xisto.
Os arruamentos são irregulares e a aldeia situa-se no fundo da montanha.
O lugar de Drave, fica situado a 1000 metros de altitude, praticamente isolado dos lugares vizinhos, com fracos acessos.
 Situa-se no meio de um triângulo montanhoso entre a Serra da Arada, a Serra de São Macário e a Serra da Freita.
A principal festa é a Senhora da Saúde, a 15 de Agosto, único dia em que a Capela dedicada à Nossa Senhora da Saúde de abre.
Fomos por São Pedro do Sul, passámos a serra da Arada. Subir esta serra é qualquer coisa!
Chegados a Covelo de Paivó onde a caminhada começou.
O percurso seria linear:
Covelo de Paivó | Regoufe | Drave | Regoufe | Covelo de Paivó
Este percurso junta dois trilhos o PR13 e o PR14, o trilho "Na Senda do Paivó" e o da  "Aldeia Mágica".
Subidas e descidas acentuadas, muita pedra e falta de sombras.
Regoufe aparece ao fim de 4 km de caminhada. Uma aldeia de casas de pedra e telhados de xisto em que somos recebidos por galinhas, perus e cabras que andam livremente à solta. Esta aldeia é bem conhecida, porque aqui se explorou volfrâmio durante a 2ª Grande Guerra, pela companhia Inglesa.
A origem de povoados nesta região é anterior à fundação da nacionalidade e mesmo ao domínio Romano, pois em 1946 foi encontrado em Regoufe uma pulseira de ouro com o peso de 171 gramas, do período Romano que se encontra no Museu de Arte Sacra em Arouca.
Pelos caminhos da aldeia chegamos a uma bifurcação em que seguimos pela direita, mais à frente surge uma placa a sinalizar Drave, para a esquerda, vamos ter a uma ponte que dá para uma encosta de pedras soltas que nos vai pôr à prova. 
Depois desta etapa prosseguirmos por mais 4 km de caminhos de pedras irregulares na encosta da serra, em que contemplamos uma belísima paisagem com vales magnificamente desenhados e a ribeira de regoufe bem lá no fundo a perder-se de vista. Começamos finalmente a avistar a aldeia de Drave que se confunde com a paisagem. 
Ao chegarmos a um pequeno largo com uma cruz percebemos que estamos a chegar a um lugar mágico.
As casas são em lousinha e os telhados de xisto, apenas uma capela de paredes brancas contrasta com as restantes, a capela dedicada à Nossa Senhora da Saúde. 
Da aldeia destaca-se uma pequena ponte romana em arco sob uma cascata de água cristalina de azul turquesa.
Visitamos a aldeia através dos seus caminhos irregulares e cruzamo-nos com jovens escuteiros de Mafamude, Gaia. Percebemos que estão a fazer um excelente trabalho de conservação e preservação da aldeia, 
Almoçamos à sombra de algumas árvore à beira da água.
Depois de uma caminhada pela aldeia, e da fotografia de grupo da praxe chegou a hora de regressar.
O regresso é um bocadinho mais difícil, a meu ver.
Sem dúvida que foi uma experiência que ficará para sempre na memória e que aconselho a quem tiver alguma preparação física a fazer, vale cada passo.




























(Fotografias: Mónica costa e Bruno Varela)

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