Pela manhã o Bruno decidiu sair bem cedo e fazer o percurso a pé até ao Castelo dos Mouros. Este Castelo remonta aos séculos VIII-XIX e é testemunho do passado de Portugal. Conquistado pelo Rei D. Afonso Henriques em 1147 e restaurado por ordem do Rei D. Fernando II em 1839, esta estrutura militar colossal manteve-se preservada ao longo do tempo. Daqui têm-se vistas fantásticas sobre a Vila.
Tentámos mais uma vez apanhar o tão ansiado autocarro n.º 434 e mais uma vez sem sorte…Então fomos a pé até ao Palácio de Seteais e à Quinta e Palácio da Regaleira.
O Palácio de Seteais trata-se de um edifício neoclássico que foi mandado construir por Daniel Gildemeester, cônsul de Holanda em Portugal, o arquitecto José da Costa e Silva a finais do Séc. XVIII. O Palácio encontra-se rodeado por um magnífico jardim de acesso público (não se paga nada) e actualmente foi convertido num Hotel 5 *.
Do outro lado do arco de une os dois edifícios do actual hotel tem-se uma vista fantástica, para além de que por entre o arco se conseguir ver o Palácio da Pena enquadrado pela sua moldura, lindo…
A Quinta e o Palácio da Regaleira, localiza-se no coração de Sintra e foi mandado construir pelo milionário português António Augusto Carvalho no início do Séc. XX. Projectado pelo arquitecto visionário italiano Luigi Manini, este local é também classificado como Património Mundial da Unesco. Distingue-se por apresentar uma fusão de elementos Góticos, Manuelinos e Neoclássicos.
Fazem parte deste uma bonita capela, muitos jardins e elegantes lagos. Uma das suas características mais intrigantes é a escadaria em espiral, com uma série de degraus que conduz a uma área de grutas e cavernas misteriosas.
Dizem que várias partes dos jardins têm símbolos enigmáticos relacionados à alquimia, maçonaria e até à ordem dos cavaleiros templários. O preço de entrada para visitar a Quinta é de 6 €.
Depois de visitar este lugar verdadeiramente extraordinário fomos almoçar e o Lourenço descansou um bocadinho.
Finalmente e por pura sorte conseguimos apanhar o autocarro que nos levaria ao tão esperado Palácio da Pena, ou não fosse este o monumento mais visitado do País.
Serpenteando pelas estradas em direcção ao topo da serra, chega-se primeiro ao Castelo dos Mouros, que também merece por si só uma visita, só porque o percurso era difícil de fazer com o Lourenço decidimos não visitar e continuar a fazer o percurso até ao Palácio que fica no alto de uma colina de 500 metros.
O Palácio da Pena é um dos ex-líbris da paisagem de Sintra e é considerado uma das obras-primas arquitectónicas mais originais de Portugal. Faz lembrar um palácio de conto de fadas e exibe uma fusão de estilos Gótico, Manuelino, Mourisco e Indiano. Remonta ao Séc. XIX e está classificado como Património da Humanidade da UNESCO, contendo uma série de torreões exóticos, baluartes e cúpulas de tons pastel, janelas com caixilhos minuciosamente trabalhados e pináculos de cores reluzentes. Foi mandado construir pelo Rei D. Fernando II e pelo Rainha D. Maria com o propósito de criar um retiro idílico para a realeza.
O interior original do Palácio foi mantido, e é possível ver objectos pessoais da Rainha e do Rei, além das suas salas luxuosamente decoradas, fotos originais, cozinha e respectivos utensílios.
O preço para entrar no Palácio é de 9 euros e depois ainda pode optar por pagar mais dois euros e subir de comboio. Nós fomos o pé e faz-se bem.
Muito havia a dizer sobre Sintra e a verdade é que a curiosidade de saber tudo sobre o seu património é inevitável tendo em conta todo o misticismo e beleza do lugar. E acho que uma só visita a um lugar como esta não é suficiente…
E depois tem aqueles maravilhosos “Travesseiros” que de tão bons que são é impossível comer só um…Tem de se lá voltar e comer outro…E outro…
A nossa viagem terminará com a sensação de que estes dias tinham valido muito a pena e que temos mesmo que aproveitar o que de bom este País tem para nos oferecer.
(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)