O
segundo dia na cidade de paris começou cedo e novamente com muita chuva, mas
nada que nos detivesse de sair à rua à descoberta da cidade…
A imagem do arco do triunfo estava sempre presente no início e no final do dia, mas só fomos mesmo visitá-lo no último dia.
Começamos por comprar numa das máquinas do metro o
passe de 3 dias (Paris Visit), para utilizar o metro durante os dias que
estivemos em París, custou cerca de 21 €, com viagens ilimitadas tanto no metro
como no autocarro e com alguns descontos.
Alterámos o conteúdo dos dias que tínhamos planeado,
então este foi o dia de visitar a Île
de la Cité onde se localiza a Iglise Sainte-Chapelle e a Cathédrale Notre-Dame que nos ocupou praticamente
toda a manhã.
Optámos
por entrar primeiro na Igreja
Sainte-Chapelle, considerada por muitos uma das mais bonitas da Cidade
de Paris.
A
fila ainda estava relativamente pequena, por isso aproveitámos. Tivemos de
passar pelo detector de metais, porque a Igreja fica dentro do palácio da
Justiça. Assim temos que passar por duas filas, esta primeira, e depois uma
segunda para comprar o bilhete para entrar na Igreja propriamente dita. Mas
vale muito a pena o tempo de espera, que como chegamos cedo (9H00) não foi
muito. Esta Igreja é composta por 15 janelas de vitrais com 15 metros de altura (as
mais antigas de París), até ao tecto abobadado coberta com estrelas. O dia
estava muito cinzento não deixando entrar luz natural pelos vitrais, ainda
assim, esta foi a igreja mais bonita que vi até hoje.
Daqui
seguimos debaixo do chapéu de chuva até à Cathédrale Notre-Dame que quase foi destruída
durante a revolução, restaurada depois pelo arquitecto Viollet-le-Duc. Tem 130 metros de
comprimento, com uma nave central abobadada e quatro naves laterais. O órgão
que possui é o maior do país. As torres têm 69 m de altura, para lá ir tem
de se subir 387 degraus da torre norte para apreciar a magnifica vista sobre
París. Na torre sul fica o sino Emmanuel, de 13 toneladas e entre as torres
podem ser vistas as famosas gárgulas que se diz terem sido lá colocadas para
espantar o diabo. Estivemos na fila para subir até às torres, mas decidimos
desistir rapidamente, a fila andava muito devagar e como estava muito frio e
chuva optámos por desistir, fica para uma próxima oportunidade…Partimos então À
fila para visitar o interior da Catedral, que como a entrada é gratuita e a
Catedral é grande a fila anda muito rápido.





Há
saída da Catedral ainda encontrámos o Point
Zero que é de onde parte a contagem dos Km’s de todas as estradas da
cidade.
Seguindo
pelo lado esquerdo da Catedral optámos por entrar num café e beber um capuchino
e um crepe com nutella…Que soube maravilhosamente bem, e deu para aquecer um
bocadinho…
Continuando
a nossa descoberta pela cidade fomos até ao Palais e aos Jardin
du Luxembourg, que até mesmo com chuva são lindíssimos. Que sorte tem
os habitantes desta cidade de poderem usufruir destes espaços…
Este
parque tem 25 hectares
e é adorado tanto pelos Parisienses como pelos turistas, para passear,
descansar ou mesmo para brincar com barcos telecomandados no lago.
De
uma das saídas dos Jardins avista-se ao longe o Panthéon e foi para que fomos a pé. Não existia fila para
entrar e depois percebemos porquê, o Panthéon encontrava-se com obras de
restauro/manutenção e então decidimos não entrar. O Panthéon é o local onde se
encontram os restos mortais das celebridades da cidade. É neste local que se
encontra o famoso pêndulo de foucault.
Apanhámos
o metro e seguimos até à zona do Hôtel
de Ville, passando por entre o jardim onde se encontra instalada a Tour Saint-Jacques e percorrendo
algumas das ruas da cidade chegamos à Place
de L´Hôtel-de-Ville onde se pode ver o Hôtel-de-Ville grandioso e muito bonito.
Sempre
a pé pelas ruas de París fomos ter ao Centre
Gorges Pompidou que é uma das peças mais famosas do mundo da
arquitectura moderna, com os seus tubos de cores vivas expostos na fachada.
Encerra o Museu Nacional de Arte Moderna, para além de um cinema, biblioteca,
lojas e espaços para espectáculos. Os tubos coloridos tem como função
distribuir electricidade (cor amarelo), água (cor verde) e o ar condicionado
(cor azul).
Não
entrámos no Museu porque nem eu nem o Bruno somos muito conhecedores de arte,
por isso preferimos ver apenas a arquitectura moderna do edifício.
Parámos
para almoçar e descansar um pouco e ver se a chuva dava tréguas para
continuarmos.
Continua-mos
a pé para a Zona Les Halles
que se encontrava em obras profundas de revitalização não foi possível ver
praticamente nada apenas um placar que mostrava como vai ficar a zona depois de
terminadas as obras, mais um parque verde para a cidade…
Apanhámos
o metro e decidimos ir descansar um pouco para o hotel e trocar de calçado que
estava todo encharcado de água. Já há noite fomos percorrer a Avenida champs-Elysées.
Nesta
avenida existe de tudo e foi uma surpresa fantástica ver tudo o que tem para
oferecer. Desde lojas de roupa, brinquedos, relógios, carros, cafés,
restaurantes, animação de rua e muita, muita gente…ADOREI…
Entramos
em várias lojas, apesar de termos vindo de mãos a abanar…Mas as lojas mais
fantásticas são sem dúvida a das marcas de automóveis. Na Loja da Marca Peujeot
que até um filme em 4D conseguimos ver gratuitamente depois de algum tempo de
espera (experiência fantástica).
Até
agora estávamos a adorar tudo, menos a chuva…e o frio!
(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)