O
dia de Domingo ficou reservado para a visita ao Museu du Louvre.
Como
era o 1.º Domingo do mês era gratuito, por isso tivemos de acordar cedo e
conseguimos chegar faltavam 20 minutos para as 9 horas e ficámos bem na frente
da fila. Uma sorte valente, foi o que foi… (Saímos na estação de metrô Palais Royal Musée du
Louvre que nos leva direitinhos à Pirâmide invertida).
Ás
9 horas e poucos minutinhos começamos a nossa visita a este fantástico e
grandioso museu.
Na
entrada tem de se passar pelo detentor de metais e logo depois existe um balcão
com folhetos em todas as línguas que inclui o mapa do Museu. Por incrível que
pareça tinha em Português!
Pegamos
um e lá fomos nós…
O Museu du Louvre,
Instalado no Palácio do Louvre, é um dos maiores e mais famosos museus do
mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de
Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se
na linha central dos Champs-Élysées.
As origens do Louvre remontam ao ano de 1190, quando
foi construída uma massiva fortaleza junto às margens do rio Sena. O castelo do
rei Felipe Augusto possuía um ar obviamente bélico, com muralhas e torres. No
século 14, o rei Carlos V imprimiu um ar menos espartano ao complexo, agora
transformado em residência real. Os ares palacianos surgiriam pela vontade dos
soberanos renascentistas Francisco I, que demoliu o antigo castelo e trouxe
Leonardo da Vinci para a França, com a Mona Lisa a tiracolo, e Henrique IV, que
aqui abrigou artistas que ai montaram ateliês. Com a mudança da corte para
Versalhes, o Louvre ficou em estado lastimável, sendo transformado em museu em
1793, durante a Revolução Francesa. Com a expansão colonialista francesa
durante o século 19, uma série de antiguidades do Oriente Médio e Egipto foram
"importadas" pelos franceses.
No
percurso que fizemos não tivemos uma ordem, fomos indo até encontrar as obras
mais populares e visitadas do Museu, pois não queríamos passar mais que uma
manhã lá dentro.
As
principais obras que vimos foram:
-
Victoria
de Samothrace - é uma escultura da deusa grega Victoria em pedra
calcaria, cujos pedaços foram descobertos nas ruínas do santuário dos grandes
deuses, na Ilha de Samothrace, na Grécia. A escultura pertence ao período
clássico, aproximadamente 200 anos a.C.;
- Monalisa (La Gioconda) - a mais famosa obra do pintor italiano
Leonardo da Vinci, uma pintura a óleo sobre madeira. Um pequeno quadro (77x53
cm) muito bem protegido, que só é possível ver a uma distância de
aproximadamente cinco metros, delimitada por um corrimão em madeira;
- Bodas de Caná;
-
Venus
de Milo - uma famosa estátua grega feita em mármore com cerca de
dois metros de altura e que se pensa ser obra de Alexandros de Antioquia. Foi
encontrada na Ilha de Milos, no Mar Egeu. Representa
a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física;
- “Psiquê revivida pelo beijo de Eros” de Antonio Canova – (para mim
uma das esculturas mais bonitas do
Museu) - Segundo a lenda Psiquê era tão bela
que despertou a fúria da deusa Afrodite que enviou seu filho Eros para lhe
acertar com uma flecha e fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio. Porém, Eros
acabou apaixonado por ela;
-
Parte egípcia (Tudo
fantástico – adorei a Múmia verdadeira);
-
Fossos Medievais;
-
etc, etc…
Não
deixem de ir espreitando pelas janelas e vejam para além das filas gigantes de
gente a querer entrar no Museu, a beleza do edifício e das suas pirâmides.
Passeiem
pelos corredores recheados de quadros e esculturas lindíssimas, olham para os
tectos que também são fantásticos. Tudo foi pensado ao pormenor dentro do
Museu.
As
colecções são todas extraordinárias e apetece ver tudo ao pormenor, mas como o
cansaço depois de algumas horas começa a pesar decidimos partir para outras
paragens e inclusive almoçar. Já passava das 13 horas quando saímos do Museu,
com a sensação que muito ficou por ver, mas depois de almoçar e renovar forças
fomos até à Place de la Concorde que com
mais de 8 há, é limitada pelos Jardins dês Tuileries de um lado e marca o início
dos Champs-Elysées do outro.
Em
cada um dos extremos da praça existem duas fontes e oito estátuas que
representam as cidades francesas. Esta praça foi cenário de muitas execuções
durante a Revolução Francesa. Foi nesta praça que se instalou a guilhotina que
acabou com a vida de Luís XVI e Maria Antonieta, entre centenas de outras
execuções. No centro da praça está o Obelisco de Luxor, um presente vice-rei do
Egipto em 1836, ladeado por duas fontes e oito estátuas.
Daqui
seguimos pelos Jardins das Tuileries que compõem
um parque parisiense situado na margem direita do rio Sena,
entre a Place de la
Concorde e o Carrousel du Louvre. Foi criado
no Séc. XVI, no estilo italiano, por ordem de Catarina de Médicis,
para decorar o entorno do Palácio de Tuileries, onde passava os seus tempos
livres.
Percorremos de mão
dada todo o Jardim e finalizamos a nossa caminhada novamente junto ao Museu du
Louvre.
Junto ao Museu du
Louvre está localizado o Arco du Carousel edificado em
homenagem ao Grande Exército de Napoleão Bonaparte entre
1807 e 1809, celebrando assim a vitória dos exércitos franceses na Batalha
de Austerlitz (uma das maiores vitórias de Napoleão Bonaparte, travada
em 1805, contra o exército austro-russo).
Fomos ver de perto as
pirâmides e o Louvre por fora, tirar dezenas de fotografias e descansar…
Seguimos a pé para
conhecer um pouco das ruas e praças envolventes e fomos até à Place du Palais-Royal,
de onde se pode ver a fachada do Palais Royal.
Seguindo a pé fomos
dar perto da Ópera Garnier, que
também só vimos a fachada. París tem duas grandes casas de ópera, esta que é dedicada
ao ballet e a Opéra de la
Bastille dedicada à música clássica.
Daqui apanhámos o metro para o Hotel, jantámos e terminámos o dia a passear novamente pela Avenida
Champs-Elysées.
Mais
um dia fantástico e inesquecível…
(Fotografias: Mónica Costa e Bruno Varela)