Amesterdão nasceu na foz do rio Amstel, numa região
que não tinha mais do que extensos lagos e pântanos que se encontravam abaixo
do nível médio das águas do mar. O mar pouco profundo foi sendo conquistado
pelas pequenas comunidades que aqui habitavam graças à construção de canais e
diques. A cidade começa a desenhar-se como a conhecemos hoje, por volta do ano
1200, quando se estabelece uma pequena comunidade piscatória no local onde hoje
é a praça Dam. Nos séculos seguintes, Amesterdão tornou-se num dos principais
portos de comércio da Europa. No final do séc. XV, mais de metade da navegação
do mar Báltico era de origem holandesa.
Renascida das duas guerras mundiais, a Holanda da segunda
metade do século XX vive uma revolução cultural que transforma Amesterdão no
que é hoje. Os hippies dos anos 60 vagueavam pela cidade, dormiam em sacos-cama
nos parques e consumiam drogas leves em público. Mais tarde,
surge o movimento Okupa que impediu a destruição do bairro de Nieumarkt,
reclamando a sua reabilitação em prol da existência de habitação acessível no
centro da cidade.
Amesterdão actualmente está disposta como uma teia de
aranha com os canais a formar a trama que se estende na forma de meia-lua.
A Holanda é um país no qual, desde séculos, convivem
diversas culturas, no qual florescem tanto a arte como a ciência. Uma quarta
parte da Holanda encontra-se debaixo do nível do mar. Desde os princípios do
século XIX, sobre o reinado de Luís Napoleão, Amesterdão foi declarada capital
do reino e ainda o é. Amesterdão, a capital mais liberal da Europa é um grande
íman que atrai todo o tipo de gente fascinante, que se sente em paz num lugar
tão rematadamente belo e com tão poucas restrições. Deve-se desfrutar com
cuidado e moderação.
Cidade dos coffee shops e das bicicletas, é tudo diferente do
que geralmente se conhece. Um mundo à parte que facilita a difusão
multicultural.
Deslumbre-se com os seus canais, a
arquitectura fascinante e o ambiente inspirador.
Há um milénio era apenas um pântano por onde o Reno
transbordava para o Mar do Norte.
Os quatro importantes canais do centro da
cidade são Prinsengracht, Herengracht, Keizersgracht e Singel. Existe também
inúmeros canais na zona de Jordaan, dos quais Brouwersgracht, Bloemgracht e
Leliegracht são especialmente agradáveis.
Os canais fazem parte da história da
cidade desde o Séc. XIV, no entanto, a maioria dos existentes foram construídos
durante a época de ouro da cidade, no Séc. XVII.
Actualmente são usados como sistema de
canal de transporte municipal usado pelos locais com três rotas diferentes por
toda a cidade; e usado como sistema de transporte turístico para os seus
visitantes e finalmente, estes canais também servem de residência. Os canais
servem como casa para aqueles que optam por viver numa das muitas casas
flutuantes de Amesterdão.
Para manter as condições sanitárias, os
canais são lavados três vezes por semana, quando os bloqueios são abertos.
(Fotografia: Mónica Costa)