Mais uma visita ao centro de saúde e desta vez por
causa de umas manchas vermelhas que apareceram nas bochechas do Lourenço. Pela
fotografia conseguem perceber do que estou a falar.
Pelo que
o médico disse, muito pouco, a meu ver, não descortinei nada…Então não me restou
mais nada a não ser fazer uma pesquisa pela internet, aqui, da qual
resultou o seguinte:
“É
uma doença comum. Ocorre mais frequentemente na primavera e muitas vezes
aparece na forma de surtos/epidemias nas crianças em idade escolar.
O Eritema Infecioso também denominado megaloeritema, quinta doença ou doença do palhaço é
uma infeção vírica benigna em crianças saudáveis, causada pelo parvovírus
humano B19.
Ocorre mais frequentemente na primavera e muitas vezes aparece
na forma de surtos/epidemias nas crianças em idade escolar.
Muitas vezes a única queixa é o exantema (erupção cutânea),
noutros casos a doença começa com sintomas inespecíficos como mal-estar, náuseas,
mialgias (dores musculares), dor de cabeça ou febre. Dois a sete dias mais
tarde aparece um exantema de cor vermelha vivo numa bochecha ou em ambas (sinal
da bofetada). Este eritema facial geralmente é seguido por uma erupção também
eritematosa, maculopapular (para além da mancha - mácula - também há elevação
da lesão - pápula) na pele do tronco com extensão para os membros.
Na altura em que a erupção aparece, a virémia (vírus em circulação no sangue)
desaparece, pelo que a criança já se sente melhor. Nesta fase as crianças
deixam de ser contagiosas.
O eritema da face regride em 1 a 4 dias, mas as restantes lesões permanecem
visíveis de 7 a
40 dias e neste período podem reaparecer ou agravar com a exposição ao sol, o
exercício, o banho ou a fricção.
O diagnóstico do eritema infecioso é clínico, não sendo
necessários exames laboratoriais.
Não há tratamento específico. Deve-se assegurar uma hidratação adequada e
medicar com antipirético se a criança está febril.
Para reduzir a transmissão desta doença deve ser praticada uma
boa lavagem das mãos.
A exclusão das crianças afetadas da escola não é recomendada
porque as crianças não são contagiosas na altura em que a erupção está
presente. Ângela Oliveira, com a colaboração de Carla
Moreira, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos, Braga”
Para
além de hidratar a pele com óleo de amêndoas doces o médico prescreveu-lhe o Azomyr,
para tomar à noite por causa da comichão.
(Fotografias: Mónica Costa)